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Lula é reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos

Petista vence Flávio Bolsonaro (PL) por 4,4 milhões de votos e governa o país por mais quatro anos a partir de 5 de janeiro de 2027.

Por Mariângela Santos · 25 de outubro de 2026

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em retrato oficial
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em retrato oficial. Foto: Ricardo Stuckert/PR (CC BY 2.0, via Wikimedia Commons)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) no segundo turno das eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. O senador Flávio Bolsonaro (PL) teve 59.826.041 votos, ou 48,21%.

O resultado foi anunciado na noite de domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que parabenizou os dois candidatos e os seis governadores eleitos no segundo turno. "Esta noite não pertence apenas às chapas eleitas", disse o ministro, ao destacar o papel do eleitorado.

A diferença entre os dois candidatos ficou em pouco mais de 4,4 milhões de votos. É mais que o dobro da vantagem que Lula teve sobre Jair Bolsonaro em 2022, quando a distância foi de cerca de 2,1 milhões de votos.

Com a vitória, Lula chega ao quarto mandato presidencial. Ele governou o país de 2003 a 2010, voltou ao Planalto em 2023 e agora fica no cargo até o início de 2031.

Participação do eleitorado

Cerca de 128,2 milhões de eleitores foram às urnas no segundo turno, de um total de mais de 158 milhões aptos a votar. A abstenção ficou em torno de 19,2%, abaixo dos 21,08% registrados no primeiro turno, em 4 de outubro.

A Justiça Eleitoral montou mais de 95 mil locais de votação em todo o país e usou 499.248 urnas eletrônicas. Ao longo do dia, 1.551 urnas precisaram ser trocadas, o que corresponde a 0,31% do total.

O transporte gratuito de eleitores, garantido por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), foi acompanhado pelos tribunais regionais. "A eventual insuficiência de transporte sempre será apurada e enfrentada pela Justiça Eleitoral", afirmou Nunes Marques.

A votação prorrogada

O domingo teve um episódio inédito: uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF, prorrogou a votação das 17h para as 19h nas seções que ainda estavam abertas. O pedido partiu da campanha de Lula, que relatou falta de ônibus em vários estados; a campanha de Flávio também pediu extensão em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina, por causa da chuva.

Como a decisão saiu depois das 17h, milhares de urnas já tinham sido encerradas e não puderam ser reabertas. Segundo dados do TSE, 34.330 eleitores votaram depois das 17h, quase todos nos primeiros cinco minutos. O presidente do tribunal afirmou que a medida não alterou o resultado.

Contestação e reação

Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota e anunciou que vai pedir à Justiça a anulação da eleição. Até a publicação desta reportagem, nenhuma irregularidade capaz de mudar o resultado havia sido apontada pelo TSE. O tribunal informou que recebeu 2.265 processos ligados ao pleito, entre eles 827 representações e 446 pedidos de direito de resposta.

Líderes de vários países cumprimentaram Lula pela vitória, entre eles os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da China, Xi Jinping. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a eleição "pareceu mais uma eleição fraudada", sem apresentar provas, mas afirmou que se dá "muito bem" com Lula.

O que acontece agora

Com a reeleição, Lula inicia o novo mandato em 5 de janeiro de 2027, data fixada pela Emenda Constitucional 111/2021, que tirou a posse presidencial do dia 1º de janeiro. Antes disso, o TSE conclui a totalização, julga eventuais contestações e realiza a diplomação dos eleitos, etapa que confirma oficialmente o resultado.

No Maranhão, o novo governador já havia sido definido no primeiro turno. Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, foi eleito em 4 de outubro com 54,10% dos votos válidos e toma posse em janeiro de 2027.

Fontes

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