RegionaisBrasilInternacionalDireitoPolicialPolíticaEsporteCulturaGastronomiaColunasReceba no WhatsApp

Início › Internacional

Eleição em Israel: bloco de Netanyahu lidera apuração, mas fica longe da maioria

Com 84,5% das urnas apuradas, aliança do primeiro-ministro tem 54 das 61 cadeiras necessárias para governar. Comparecimento de 77,7% é o maior desde 1999.

Por Mariângela Santos · 27 de outubro de 2026

Prédio do Knesset, o Parlamento de Israel, em Jerusalém
Prédio do Knesset, o Parlamento de Israel, em Jerusalém (arquivo). Foto: Gary Todd (CC0, via Wikimedia Commons)

Apuração em andamento: os números podem mudar até o resultado oficial do Comitê Eleitoral Central de Israel.

O bloco de partidos que apoia o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lidera a apuração das eleições parlamentares de terça-feira (27), mas está longe da maioria necessária para formar um governo. Com 84,5% das urnas apuradas na quarta-feira (28), a aliança de direita e religiosa somava 54 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento israelense. São necessárias 61.

A oposição liderada pelo ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot, do partido Yashar, tinha 49 cadeiras. Os partidos árabes, Lista Conjunta e Ra’am, somavam 17 e podem decidir quem governa.

O Likud, de Netanyahu, se mantém como o maior partido individual. Os números são do Comitê Eleitoral Central, citados pelo Brasil de Fato.

Participação recorde

O comparecimento foi de 77,7% dos eleitores aptos, o maior desde 1999 e 7,1 pontos percentuais acima de 2022. Mais de 60 mil israelenses voltaram do exterior para votar. As seções fecharam às 22h no horário local.

Boca de urna

As pesquisas de boca de urna divulgadas no fechamento das seções já indicavam um resultado sem maioria. Nos levantamentos dos canais 12 e 13 e da emissora pública Kan 11, o bloco de oposição aparecia com 52 a 53 cadeiras e o de Netanyahu com 50. Só o Canal 14 projetou 60 cadeiras para a base do primeiro-ministro. A apuração, até aqui, deu vantagem ao bloco governista em relação às projeções.

O que dizem os candidatos

Netanyahu reivindicou a vitória do Likud e defendeu a formação de um "governo nacional de direita". "Ninguém pode competir conosco", afirmou.

Eisenkot, que discursou na sede do Yashar em Tel Aviv, disse que o resultado representa uma rejeição ao atual governo. "A velha era acabou, e Israel está começando uma nova era", declarou. O líder do partido Democratas, Yair Golan, escreveu que os eleitores "demitiram o governo Netanyahu".

O presidente da Lista Conjunta, Yousef Jabareen, afirmou ao Canal 13 que quem quiser substituir Netanyahu terá de negociar com os partidos árabes. Mansour Abbas, do Ra’am, disse esperar que o resultado final permita à oposição chegar às 61 cadeiras com o apoio do seu partido.

O que acontece agora

Pelo sistema israelense, depois do resultado oficial o presidente do país consulta os partidos e indica o parlamentar com mais chances de montar uma coalizão. Sem maioria clara, as negociações podem se arrastar por semanas, e Israel já teve de repetir eleições em impasses anteriores.

Por que isso importa para o Brasil

Israel está no centro da guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Irã e já levou o petróleo ao maior preço em seis meses. A composição do próximo governo pode influenciar o rumo do conflito e, por consequência, o preço dos combustíveis no Brasil.

Fontes

Receba as próximas notícias no WhatsApp.Siga o Canal do Brand Notícias. Seu número não aparece.
Seguir o Canal